Game of Thrones (Guerra dos Tronos) e Vendas outbound
Gestão

O que seu time de Outbound tem a ver com Game of Thrones: Parte 2

Falamos no último texto sobre o perfil dos personagens Jon Snow e Stannis Baratheon, peças centrais da última temporada de Game of Thrones, e a relação de suas atitudes com erros e acertos comumente encontrado em vários gestores.

Eu, particularmente, acredito que a melhor forma de aprendizado é aquela que trabalha com analogias e nada melhor do que usar uma das séries de maior sucesso nos últimos anos para facilitar a absorção de informação do processo de Outbound Marketing, algo novo no Brasil e que ainda está evoluindo.

SPOILER ALERT

No texto de hoje iremos falar sobre outros dois personagens que tiveram um desfecho bem interessante essa temporada, em termos mais positivos do que os últimos dois. Eles são Tyrion Lannister, o anão mais querido do show business e Roose Bolton, o pai do Ramsay Snow, famoso pela proeza de ser mais odiado que o Joffrey Baratheon.

A vantagem dos dois sobre os demais é: eles são pragmáticos, mas não levam em conta apenas as variáveis tangíveis na hora de tomar decisões. Diferente do Jon que passou a ser odiado por grande parte da Patrulha da Noite ao recrutar Selvagens, responsáveis pela morte de vários membros de sua corporação e Stannis, que queimou viva a própria filha em um sacrifico, com a promessa que isso iria derreter o gelo em seu caminho, eles levam em conta pontos que costumam passar despercebidos à maioria dos personagens da série.

Jon Snow foi morto por seus companheiros por tomar uma decisão com ônus político muito alto, por mais que estivesse certo, e Stannis perdeu metade de suas tropas quando topou sacrificar um membro de sua família para atingir seus objetivos, enquanto Roose Bolton e Tyrion Lannister usaram de táticas mais sutis para alcançar o que tinham em mente.

Tyrion, mesmo sendo um anão em um mundo medieval, leu a maior quantidade de livros possíveis e aprendeu a fazer jogo político para atingir suas ambições. Roose também utilizou sua inteligência e aproveitou a ingenuidade dos adversários em sua busca por poder. Abaixo vamos falar um pouco sobre cada personagem e como eles se encaixam na dinâmica do gestor de uma empresa, principalmente na área de vendas.

Tyrion: A inteligência comercial

Imagine o cenário: Você é um anão em um mundo de cavaleiros e dragões. O seu pai te odeia pois sua mãe faleceu no seu parto. Sua irmã te odeia pela mesma razão. Todos olham para você com desprezo, a sua própria família não te respeita e a inteligência não é muito valorizada no mundo de músculos no qual você vive. Como alcançar o sucesso sendo que poucos estão dispostos a te ouvir?

Pontos Fortes

Por sua debilidade física, Tyrion se tornou um hábil negociador e observador. Suas decisões eram pautadas sempre em uma análise com a maior quantidade de variáveis possíveis. Ele começou se aliando a um mercenário, Bron, que era pago para lhe defender e dar a tranquilidade necessária para ele poder se focar no jogo político. Depois tentou gerar valor aos poucos para o seu pai, algo muito interessante na visão de uma empresa. Isso começou quando ele transformou uma tribo de bárbaros que queriam matá-lo em seus aliados, mostrando jogo de cintura e desenvoltura para comandar a sua nova trupe.

Outro ponto que ele percebeu foi: demonstrar muita inteligência de forma rápida pode causar desconforto em quem trabalha com você, até por isso ele normalmente gera valor aos poucos para a pessoa que ele responde. Outro ponto é que ele sempre tentou ouvir ao máximo as pessoas que o estavam aconselhando, tendo consciência que não era possível e nem funcional aceitar coordenar todas as funções.

Dessa forma, em poucas temporadas ele já foi alçado a Mão do Rei, que no Brasil atual pode ser comparado ao Ministro da Casa Civil. Nesse cargo ele realizou algo que é vital para todo novo gestor: verificar quais são as maçãs podres do time e demiti-las rapidamente, colocando pessoas de confiança no lugar. Ele sabia que as novas pessoas que entraram poderiam não render da forma esperada, mas manter outras que sabidamente não levam jeito para o trabalho também não era bom.

Assim que ele montou o seu time, priorizou o maior problema do momento que era defender a capital das tropas de Stannis, muito mais numerosas e com um hábil comandante coordenando as ações. Ele sabia que em um campo de batalha convencional, seria impossível enfrentar um general com vantagem numérica e vasta experiência de combate, conhecido por realizar proezas impossíveis em suas lutas. Então foi necessário improvisar.

Algo que eu ouvi em uma das empresas que já trabalhei e o Tyrion parecer ter entendido também é: não combata o seu inimigo no que ele é bom. Faça algo que ele não espera e de forma criativa. Pensando assim ele conseguiu explodir metade da frota do seu rival e ganhou tempo para os seus aliados chegarem a cidade e ganharem a batalha.

Esse personagem é a prova viva de que a inteligência leva larga vantagem sobre os músculos.

Pontos fracos

Por vezes, em parte até pela criação que teve, ele toma decisões baseadas em fatores emocionais e não racionais. Para um gestor, ainda mais na área comercial, é inviável deixar o coração guiar as ações. Todas as ações precisam ser mensuradas e o feeling tem que ser um complemento ao processo, não a base dele.

Como não é possível um personagem triunfar o tempo todo, ainda mais em Game of Thrones, ele foi condenado injustamente pela morte de seu sobrinho, o Rei Joffrey. Assim que sua sentenção de morte foi dada, o seu irmão o soltou e na fuga ele assassinou seu próprio pai que era a nova Mão do Rei, cargo que anteriormente era seu, assim que descobriu que ele estava dormindo com sua ex-mulher, além de várias outras desavenças que eles tinham.

Com isso ele passou a ser persona non grata no reino em que vivia, além de conquistar como desafeto até o seu irmão, um dos poucos personagens que alimentava afeto genuino por ele.

Por mais que seja difícil agir racionalmente durante todo o tempo, pense que quase toda decisão emocional o levará no mínimo a ter vários detratores. O time de Outbound por exemplo, não tem nada haver com os problemas pessoais do gestor e nem o contrario. O ideal é que se surgirem muitos problemas de ordem emocional, a pessoa que os está manifestando seja demitida antes que contamine o restante da equipe.

Roose Bolton: Gestão do Conhecimento

Qualquer pessoa que acompanha apenas série e não leu os livros, jamais imaginaria a ascensão que esse personagem teve. De um papel secundário, em pouquissimo tempo passou a ser uma das peças centrais da trama. Mas como ele conseguiu articular uma subida tão vertiginosa de forma sutil?

Pontos fortes

Roose Bolton é o patriarca de uma das casas mais tradicionais do Norte e vassalo dos Stark. Ele é conhecido por ser frio e calculista, porém, não muito esperto e submisso as vontades dos seus senhores. O que poucos prestaram atenção é que isso fazia parte de sua estratégia de ascensão.

Não era inteligente tentar derrubar os seus superiores a força, sem razão aparente e por pura ambição. Se a trama tivesse se desenrolado dessa forma, ele não teria suporte de nenhuma outra casa e rapidamente perderia o poder que conquistou, então sua estratégia foi esperar o momento ideal e enquanto isso, permanecer leal aos seus comandantes.

Com um instinto de sobrevivência muito acima da média para um personagem da série, no meio da Guerra dos 5 Reis ele percebeu que não havia chance de vitória do Exercito que ele fazia parte. Por mais que eles estivessem ganhando todas as batalhas, Robb Stark, o comandante das tropas, não levava muito jeito na condução política das suas alianças apesar de ser um grande estrategista em campo de batalha.

O plano que Roose adotou era o seguinte: se aliaria aos Lannister em segredo, uma das casas mais fortes e ricas dos 7 reinos, e esperaria o jovem Stark colecionar ainda mais detratores, para quando fosse o momento, tomar o posto de protetor do norte com suporte necessário para permanecer no poder.

Por mais que a traição que ele cometeu seja algo imperdoável em qualquer organização, essa atitude mostrou uma característica muito forte da sua personalidade, um instinto de sobrevivência aguçado.

Para qualquer gestor, é vital saber analisar a situação na qual está inserido, assim como fez Roose Bolton, para saber quais são as melhores decisões a tomar. Em toda empresa, existem batalhas que não valem a pena de serem ganhas, já que o ônus político da vitoria pode ser muito alto.

O ideal é que toda as decisões sejam pautadas de forma racional. Não é para trair os seus chefes nem algo do tipo, lógico. Mas é necessário sempre analisar as decisões que eles tomam, pois muitas vezes elas podem te levar a um beco sem saída e acarretar na sua demissão.

Pontos fracos

Algo que não é muito retratado na série, porém o livro mostra é a seguinte situação: Roose Bolton é um comandante extremamente centralizador, a ponto de queimar livros que já terminou de ler para mais nenhuma pessoa ter acesso à aquela informação.

É vital para qualquer gestor saber delegar parte do seu trabalho. Ele deve focar em gerenciar a equipe, não em realizar todas as tarefas, sem contar que normalmente os colaboradores trabalham melhor e se sentem mais motivados quando possuem um determinado grau de autonomia.

Outro ponto é a gestão do conhecimento. Assim como Roose Bolton não viverá eternamente, o gestor, a não ser que seja o dono da empresa, corre o risco de sair em algum momento. Apesar de não sermos imortais, o nosso conhecimento pode ser. Então o ideal é que ele documente todos os processos que montou, treine sua equipe e passe o conhecimento para frente.

Conclusão

O mundo ficcional possui muitas semelhanças com o  ambiente de negócios, ainda mais se levarmos em conta a construção das caracteristicas dos personagens. Percebemos que muitos dos seus traços positivos podem ser levados para o ambiente de trabalho no momento de gerenciar uma equipe.

É claro que ninguém vai perder muito tempo pensando em como emular um Jon Snow no trabalho e muito menos um Roose Bolton, mas é bacana verificar que como líder, várias atitudes que eles tomaram teriam sucesso também em um ambiente profissional de trabalho.

Infelizmente teremos que esperar mais um ano para a série voltar, mas espero que enquanto isso, o nosso texto os ajude a matar um pouco a saudade! hahaha

E você, não sabe nada, assim como o Jon Snow? Se quiser agendar uma conversa para entender um pouco melhor o que é o Outbound Marketing, envie um email para marketing@outboundmarketing.com.br que agendaremos assim que possível!

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